Vinicius de Moraes (1913-1980)
A legião dos Úrias
Quando a meia-noite surge nas estradas vertiginosas das montanhas
Uns após outros, beirando os grotões enluarados sobre cavalos lívidos
Passam olhos brilhantes de rostos invisíveis na noite
Que fixam o vento gelado sem estremecimento.
São os prisioneiros da Lua. Às vezes, se a tempestade
Apaga no céu a languidez imóvel da grande princesa
Dizem os camponeses ouvir os uivos tétricos e distantes
Dos Cavaleiros Úrias que pingam sangue das partes amaldiçoadas.
São os escravos da Lua. Vieram também de ventres brancos e puros
Tiveram também olhos azuis e cachos louros sobre a fronte...
Mas um dia a grande princesa os fez enlouquecidos, e eles foram escurecendo
Em muitos ventres que eram também brancos mas que eram impuros.
E desde então nas noites claras eles aparecem
Sobre cavalos lívidos que conhecem todos os caminhos
E vão pelas fazendas arrancando o sexo das meninas e das mães sozinhas
E das éguas e das vacas que dormem afastadas dos machos fortes.
Aos olhos das velhas paralíticas murchadas que esperam a morte noturna
Eles descobrem solenemente as netas e as filhas deliqüescentes
E com garras fortes arrancam do último pano os nervos flácidos e abertos
Que em suas unhas agudas vivem ainda longas palpitações de sangue.
Depois amontoam a presa sangrenta sob a luz pálida da deusa
E acendem fogueiras brancas de onde se erguem chamas desconhecidas e
(fumos
Que vão ferir as narinas trêmulas dos adolescentes adormecidos
Que acordam inquietos nas cidades sentindo náuseas e convulsões mornas.
E então, após colherem as vibrações de leitos fremindo distantes
E os rinchos de animais seminando no solo endurecido
Eles erguem cantos à grande princesa crispada no alto
E voltam silenciosos para as regiões selvagens onde vagam.
Volta a Legião dos Úrias pelos caminhos enluarados
Uns após outros, somente os olhos, negros sobre cavalos lívidos
Deles foge o abutre que conhece todas as carniças
E a hiena que já provou de todos os cadáveres.
São eles que deixam dentro do espaço emocionado
O estranho fluido todo feito de plácidas lembranças
Que traz às donzelas imagens suaves de outras donzelas.
E traz aos meninos figuras formosas de outros meninos.
São eles que fazem penetrar nos lares adormecidos
Onde o novilúnio tomba como um olhar desatinado
O incenso perturbador das rubras vísceras queimadas
Que traz à irmã o corpo mais forte da outra irmã.
São eles que abrem os olhos inexperientes e inquietos
Das crianças apenas lançadas no regaço do mundo
Para o sangue misterioso esquecido em panos amontoados
Onde ainda brilha o rubro olhar implacável da grande princesa.
Não há anátema para a Legião dos Cavaleiros Úrias
Passa o inevitável onde passam os Cavaleiros Úrias
Por que a fatalidade dos Cavaleiros Úrias?
Por que, por que os Cavaleiros Úrias?
Oh, se a tempestade boiasse eternamente no céu trágico
Oh, se fossem apagados os raios da louca estéril
Oh, se o sangue pingado do desespero dos Cavaleiros Úrias
Afogasse toda a região amaldiçoada!
Seria talvez belo – seria apenas o sofrimento do amor puro
Seria o pranto correndo dos olhos de todos os jovens
Mas a Legião dos Úrias está espiando a altura imóvel
Fechai as portas, fechai as janelas, fechai-vos meninas!
Eles virão, uns após outros, os olhos brilhando no escuro
Fixando a lua gelada sem estremecimento
Chegarão os Úrias, beirando os grotões enluarados sobre cavalos lívidos
Quando a meia-noite surgir nas estradas vertiginosas das montanhas.
Rio de Janeiro, 1935
MORAES, Vinicius de. “A legião dos Úrias”.In: O Sentimento do Sublime. In: Vinicius de Moraes: Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998, p. 58.
Ariana, a mulher
Quando, aquela noite, na sala deserta daquela casa cheia da montanha em
(torno
O tempo convergiu para a morte e houve uma cessação estranha seguida de
(um debruçar do instante para o outro instante Ante o meu olhar absorto o
relógio avançou e foi como se eu tivesse me (identificado a ele e estivesse
batendo soturnamente a Meia-Noite E na ordem de horror que o silêncio
fazia pulsar como um coração dentro do (ar despojado
Senti que a Natureza tinha entrado invisivelmente através das paredes e se
(plantara aos meus olhos em toda a sua fixidez noturna E que eu estava no
meio dela e à minha volta havia árvores dormindo e flores (desacordadas
pela treva.
Como que a solidão traz a presença invisível de um cadáver – e para mim
era (como se a Natureza estivesse morta
Eu aspirava a sua respiração ácida e pressentia a sua deglutição monstruosa
(mas para mim era como se ela estivesse morta Paralisada e fria,
imensamente erguida em sua sombra imóvel para o céu alto (e sem lua
E nenhum grito, nenhum sussurro de água nos rios correndo, nenhum eco
(nas quebradas ermas
Nenhum desespero nas lianas pendidas, nenhuma fome no muco aflorado
das (plantas carnívoras
Nenhuma voz, nenhum apelo da terra, nenhuma lamentação de folhas, nada.
Em vão eu atirava os braços para as orquídeas insensíveis junto aos lírios
(inermes como velhos falos
Inutilmente corria cego por entre os troncos cujas parasitas eram como a
miséria da vaidade senil dos homens
Nada se movia como se o medo tivesse matado em mim a mocidade e
gelado o (sangue capaz de acordá-los
E já o suor corria do meu corpo e as lágrimas dos meus olhos ao contato
dos (cactos esbarrados na alucinação da fuga
E a loucura dos pés parecia galgar lentamente os membros em busca do
(pensamento
Quando caí no ventre quente de uma campina de vegetação úmida e sobre a
(qual afundei minha carne.
Foi então que compreendi que só em mim havia morte e que tudo estava
(profundamente vivo
Só então vi as folhas caindo, os rios correndo, os troncos pulsando, as flores
(se erguendo
E ouvi os gemidos dos galhos tremendo, dos gineceus se abrindo, das
(borboletas noivas se finando
E tão grande foi a minha dor que angustiosamente abracei a terra como se
(quisesse fecundá-la
Mas ela me lançou fora como se não houvesse força em mim e como se ela
não
(me desejasse
E eu me vi só, nu e só, e era como se a traição tivesse me envelhecido eras.
Tristemente me brotou da alma o branco nome da Amada e eu murmurei (-
Ariana!
E sem pensar caminhei trôpego como a visão do Tempo e murmurava (–
Ariana!
E tudo em mim buscava Ariana e não havia Ariana em nenhuma parte Mas
se Ariana era a floresta, por que não havia de ser Ariana a terra?
Se Ariana era a morte, por que não havia de ser Ariana a vida?
Por que – se tudo era Ariana e só Ariana havia e nada fora de Ariana?
Baixei à terra de joelhos e a boca colada ao seu seio disse muito docemente
(– Sou eu, Ariana...
Mas eis que um grande pássaro azul desce e canta aos meus ouvidos (– Eu
sou Ariana!
E em todo o céu ficou vibrando como um hino o muito amado nome de
Ariana.
Desesperado me ergui e bradei: Quem és que te devo procurar em toda a
parte (e estás em cada uma?
Espírito, carne, vida, sofrimento, serenidade, morte, por que não serias
uma?
Por que me persegues e me foges e por que me cegas se me dás uma luz e
(restas longe?
Mas nada me respondeu e eu prossegui na minha peregrinação através da
(campina
E dizia: Sei que tudo é infinito! – e o pio das aves me trazia o grito dos
sertões (desaparecidos
E as pedras do caminho me traziam os abismos e a terra seca a sede na
(fontes.
No entanto, era como se eu fosse a alimária de um anjo que me chicoteava
(– Ariana!
E eu caminhava cheio de castigo e em busca do martírio de Ariana A
branca Amada salva das águas e a quem fora prometido o trono do mundo.
Eis que galgando um monte surgiram luzes e após janelas iluminadas e após
(cabanas iluminadas
E após ruas iluminadas e após lugarejos iluminados como fogos no mato
(noturno
E grandes redes de pescar secavam às portas e se ouvia o bater das forjas.
E perguntei: Pescadores, onde está Ariana? – e eles me mostravam o peixe
Ferreiros, onde está Ariana? – e eles me mostravam o fogo Mulheres, onde
está Ariana? – e elas me mostravam o sexo.
Mas logo se ouviam gritos e danças, e gaitas tocavam e guizos batiam Eu
caminhava, e aos poucos o ruído ia se alongando à medida que eu
(penetrava na savana
No entanto era como se o canto que me chegava entoasse – Ariana!
E pensei: Talvez eu encontre Ariana na Cidade de Ouro – por que não seria
Ariana a mulher perdida?
Por que não seria Ariana a moeda em que o obreiro gravou a efígie de
César?
Por que não seria Ariana a mercadoria do Templo ou a púrpura bordada do
(altar do Templo?
E mergulhei nos subterrâneos e nas torres da Cidade de Ouro mas não
(encontrei Ariana
Às vezes indagava – e um poderoso fariseu me disse irado: – Cão de Deus,
tu (és Ariana!
E talvez porque eu fosse realmente o Cão de Deus, não compreendi a
palavra (do homem rico
Mas Ariana não era a mulher, nem a moeda, nem a mercadoria, nem a
(púrpura
E eu disse comigo: Em todo lugar menos que aqui estará Ariana E
compreendi que só onde cabia Deus cabia Ariana.
Então cantei: Ariana, chicote de Deus castigando Ariana! e disse muitas
(palavras inexistentes
E imitei a voz dos pássaros e espezinhei sobre a urtiga mas não espezinhei
(sobre a cicuta santa
Era como se um raio tivesse me ferido e corresse desatinado dentro de
minhas (entranhas
As mãos em concha, no alto dos morros ou nos vales eu gritava – Ariana!
E muitas vezes o eco ajuntava: Ariana... ana...
E os trovões desdobravam no céu a palavra – Ariana.
E como a uma ordem estranha, as serpentes saíam das tocas e comiam os
(ratos
Os porcos endemoninhados se devoravam, os cisnes tombavam cantando
nos (lagos
E os corvos e abutres caíam feridos por legiões de águias precipitadas E
misteriosamente o joio se separava do trigo nos campos desertos E os
milharais descendo os braços trituravam as formigas no solo E envenenadas
pela terra descomposta as figueiras se tornavam (profundamente secas.
Dentro em pouco todos corriam a mim, homens varões e mulheres
desposadas Umas me diziam: Meu senhor, meu filho morre! e outras eram
cegas e (paralíticas
E os homens me apontavam as plantações estorricadas e as vacas magras.
E eu dizia: Eu sou o enviado do Mal! e imediatamente as crianças morriam
E os cegos se tornavam paralíticos e os paralíticos cegos E as plantações se
tornavam pó que o vento carregava e que sufocava as vacas (magras.
Mas como quisessem me correr eu falava olhando a dor e a maceração dos
(corpos
Não temas, povo escravo! A mim me morreu a alma mais do que o filho e
me (assaltou a indiferença mais do que a lepra
A mim se fez pó e carne mais do que o trigo e se sufocou a poesia mais do
que
(a vaca magra
Mas é preciso! Para que surja a Exaltada, a branca e sereníssinia Ariana A
que é a lepra e a saúde, o pó e o trigo, a poesia e a vaca magra Ariana, a
mulher – a mãe, a filha, a esposa, a noiva, a bem-amada!
E à medida que o nome de Ariana ressoava como um grito de clarim nas
faces (paradas
As crianças se erguiam, os cegos olhavam, os paralíticos andavam
(medrosamente
E nos campos dourados ondulando ao vento, as vacas mugiam para o céu
(claro
E um só clamor saía de todos os peitos e vibrava em todos lábios – Ariana!
E uma só música se estendia sobre as terras e sobre os rios – Ariana!
E um só entendimento iluminava o pensamento dos poetas – Ariana!
Assim, coberto de bênçãos, cheguei a uma floresta e me sentei às suas
bordas (– os regatos cantavam límpidos
Tive o desejo súbito da sombra, da humildade dos galhos e do repouso das
(folhas secas
E me aprofundei na espessura funda cheia de ruídos e onde o mistério
(passava sonhando
E foi como se eu tivesse procurado e sido atendido – vi orquídeas que eram
(camas doces para a fadiga
Vi rosas selvagens cheias de orvalho, de perfume eterno e boas para matar a
(sede
E vi palmas gigantescas que eram leques para afastar o calor da carne.
Descansei – por um momento senti vertiginosamente o húmus fecundo da
(terra
A pureza e a ternura da vida nos lírios altivos como falos A liberdade das
lianas prisioneiras, a serenidade das quedas se despenhando.
E mais do que nunca o nome da Amada me veio e eu murmurei o apelo (–
Eu te amo, Ariana!
E o sono da Amada me desceu aos olhos e eles cerraram a visão de Ariana
E meu coração pôs-se a bater pausadamente doze vezes o sinal cabalístico
de (Ariana…
.................................................................................
Depois um gigantesco relógio se precisou na fixidez do sonho, tomou forma
(e se situou na minha frente, parado sobre a Meia-Noite Vi que estava só e
que era eu mesmo e reconheci velhos objetos amigos.
Mas passando sobre o rosto a mão gelada senti que chorava as puríssimas
(lágrimas de Ariana
E que o meu espírito e o meu coração eram para sempre da branca e
(sereníssima Ariana
No silêncio profundo daquela casa cheia da Montanha em torno.
Rio de Janeiro, 1936
MORAES, Vinicius de. “Ariana, a mulher”. In: Vinicius de Moraes: Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998, p. 78.
O bergatim da aurora
Velho, conheces por acaso o bergantim da aurora
Nunca o viste passar quando a saudade noturna te leva para o convés imóvel
(dos rochedos?
Há muito tempo ele me lançou sobre uma praia deserta, velho lobo
E todas as albas têm visto meus olhos nos altos promontórios, esperando.
Sem ele, que poderei fazer, pobre velho? ele existe porque há homens que
(fogem
Um dia, porque pensasse em Deus eu me vi limpo de todas as feridas
E eu dormi – ai de mim! – não dormia há tantas noites! – dormi e eles me
viram calmo
E me deram às ondas que tiveram pena da minha triste mocidade.
Mas que me vale, santo velho, ver o meu corpo são e a minha alma doente
Que me vale ver minha pele unida e meu peito alto para o carinho?
Se eu voltar os olhos, tua filha talvez os ame, que eles são belos, velho lobo
Antes o bergantim fantasma onde as cordoalhas apodrecem no sangue das
(mãos…
Nunca o conhecerás, ó alma de apóstolo, o grande bergantim da madrugada
Ele não corre os mesmos mares que o teu valente brigue outrora viu
O mar que perdeste matava a fome de tua mulher e de teus filhos
O mar que eu perdi era a fome mesma, velho, a eterna fome…
Nunca o conhecerás. Há em tuas grandes rugas a vaga doçura dos caminhos
(pobres
Teus sofrimentos foram a curta ausência, a lágrima dos adeuses
Quando a distância apagava a visão de duas mulheres paradas sobre a última
(rocha
Já a visão espantosa dos gelos brilhava nos teus olhos – oh, as baleias
(brancas!...
Mas eu, velho, sofri a grande ausência, o deserto de Deus, o meu deserto
Como esquecimento tive o gelo desagregado dos seios nus e dos ventres
(boiando
Eu, velho lobo, sofri o abandono do amor, tive o exaspero
Ó solidão, deusa dos vencidos, minha deusa…
Nunca o compreenderás. Nunca sentirás porque um dia eu corri para o vento
E desci pela areia e entrei pelo mar e nadei e nadei.
Sonhara…: "Vai. O bergantim é a morte longínqua, é o eterno passeio do
(pensamento silencioso
É o judeu dos mares cuja alma avara de dor castiga o corpo errante… "
E fui. Se tu soubesses que a ânsia de chegar é a maior ânsia
Teus olhos, ó alma de crente, se fechariam como as nuvens
Porque eu era a folha morta diante dos elementos loucos
Porque eu era o grão de pó na réstia infinita.
Mas sofrera demais para não ter chegado
E um dia ele surgiu como um pássaro atroz
Vi-lhe a negra carcaça à flor das ondas mansas
E o branco velame inchado de cujos mastaréus pendiam corpos nus.
Mas o homem que chega é o homem que mais sofre
A memória é a mão de Deus que nos toca de leve e nos faz sondar o caminho
(atrás
Ai! sofri por deixar tudo o que tinha tido
O lar, a mulher e a esperança de atingir Damasco na minha fuga…
Cheguei. Era afinal o vazio da perpétua prisão longe do sofrimento
Era o trabalho forçado que esquece, era o corpo doendo nas chagas abertas
Era a suprema magreza da pele contendo o esqueleto fantástico
Era a suprema magreza do ser contendo o espírito fantástico.
Fui. Por toda a parte homens como eu, sombras vazias
Homens arrastando vigas, outros velhos, velhos faquires insensíveis
As fundas órbitas negras, a ossada escolhida, encorajada
Corpos secos, carne sem dor, morta de há muito.
Por toda a parte homens como eu, homens passando
Homens nus, murchos, esmagando o sexo ao peso das âncoras enormes
Bocas rígidas, sem água e sem rum, túmulos da língua árida e estéril.
Mãos sangrando como facas cravadas na carne das cordas.
Nunca poderás imaginar, ó coração de pai, o bergantim da aurora
Que caminha errante ao ritmo fúnebre dos passos se arrastando
Nele vivi o grande esquecimento das galeras de escravos
Mas brilhavam demais as estrelas no céu.
E um dia – era o sangue no meu peito – eu vi a grande estrela
A grande estrela da alba cuja cabeleira aflora às águas
Ela pousou no meu sangue como a tarde nos montes apaziguados
E eu pensei que a estrela é o amor de Deus na imensa altura.
E meus olhos dormiram no beijo da estrela fugitiva
Ai de mim! não dormia há tantas noites! – dormi e eles me viram caImo
E a serpente que eu nunca supus viver no seio da miséria
Deu-me às ondas que tiveram pena da minha triste mocidade.
Eis porque estou aqui, velho lobo, esperando
O grande bergantim que eu sei não voltará
Mas tornar, pobre velho, é perder tua filha, é verter outro sangue
Antes o bergantim fantasma, onde o espaço é pobre e a caminhada eterna.
Eis porque, velho Iobo, aqui estou esperando
À luz da mesma estrela, nos altos promontórios
Aqui a morte me acolherá docemente, esperando
O grande bergantim que eu sei não voltará.
Rio de Janeiro, 1935
MORAES, Vinicius de. “O bergatim da aurora”.In: O sentimento do sublime. In: Vinicius de Moraes: Poesia Completa e Prosa. Rio
Projeto de Pesquisa: Tradição e ruptura na poesia de senhor de engenho: imagens da mulher (FALE/ILC/UFPA)
Coordenadora: Profa. Dra. Angela Teodoro Grillo
Colaboração: Literatura e sociedade: releitura de vozes plurais (Projeto Universal/CNPQ)
Bolsista: Ana Lígia Rodrigues Drago (Bolsa CNPQ/Universal)