Pero Vaz Caminha
a descoberta
Seguimos nosso caminho por este mar de longo
Até a oitava da Páscoa
Topamos aves
E houvemos vista de terra
os selvagens
Mostraram-lhes uma galinha
Quase haviam medo dela
E não queriam por a mão
E depois a tomaram como espantados
primeiro chá
Depois de dançarem
Diogo Dias
Fez o salto real
as meninas da gare
Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis
Com cabelos mui pretos pelas espáduas
E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas
Que de nós as muito bem olharmos
Não tínhamos nenhuma vergonha
ANDRADE, Oswald de. “Pero Vaz Caminha”. In: Pau Brasil. In: Obras completas por Oswald de Andrade. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira. 1971-11.v, p. 80.
Roteiro das Minas
Moça bonita em penca
Sete-lagoas
Sabará
Caetés
O córrego que ainda tem ouro
Entre a estação e a cidade
E o mequetrefe
Vai tocar viola nas vendas
Porque a bateia está ali mesmo
ANDRADE, Oswald de. “Imutabilidade”. In: Roteiro das Minas. In: Obras completas por Oswald de Andrade. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira. 1971-11.v, p. 132.