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Tabatinguera
Mas a taba cresceu… Tigueras agressivas,
Pra trás! Agora o asfalto anda em Tabatinguera.
Mal se esgueira um pajé entre locomotivas
E o forde assusta os manes lentos do Anhanguera.
Anhanga fantasmal, feito de tabatinga
Guincha, entrou pelo chão como o Anhangabaú.
E a alvura se tornou cimento-armado, é cinza,
Tinge a garoa Borba Gato Engaguaçu…
Nada de ajuntamento! Os polícias dirigem
O “Circulez”. Meu Deus! É a marquesa de Santos!
Está pálida… O olhar fuzilando coragem
Faísca da cadeirinha atapetada de anjos.
Segue pra forca da Tabatinguera. Lento
O cortejo acompanha a rubra cadeirinha
Pro Ipiranga. Será que em tão pequeno assento
A marquesa botou sua imperial bundinha!…
ANDRADE, Mário de. “X”. In: Losango cáqui. In: Poesias completas. Organização de Tatiana Longo Figueiredo e Telê Ancona Lopez. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013, v. 1, p. 149.